Você está nas Nuvens

1 dezembro 2008

No dicionário Aurélio, uma das seis definições do substantivo feminino nuvem é: “grande quantidade de coisas reunidas, por via de regra em movimento”.

0 significado não é perfeito, mas se aproxima do cenário atual da tecnologia. Enquanto você lê esta reportagem, uma massa de dados está migrando para a computação em nuvem — os meus, os seus, os da empresa em que trabalhamos. Pouco importa onde as informações estão hospedadas. Tudo circula pela internet e está disponível em segundos para qualquer dispositivo. Seja um notebook ou um smartphone.

Se várias definições diferentes (e até conflitantes) sobre o conceito vieram à sua mente, não desanime. A computação em nuvem é tão etérea quanto as nuvens que deram o significado original à palavra. Apesar disso, há um consenso nas empresas: é preciso investir na nuvem, e rapidamente. Companhias genuinamente de internet como o Google, o Yahoo! e a Amazon viraram sinônimo de computação em nuvem e abriram o caminho. Há também evangelizadores com o hardware no DNA, como IBM, Dell e HP.

Lembra da brincadeira de deitar na grama, olhar as nuvens e associar suas formas a objetos? Definir computação em nuvem é parecido. Cada um tem sua visão particular. Em síntese, trata-se de uma arquitetura computacional em que um serviço é processado em data centers remotos, longe do controle do usuário. É uma nova forma de usar e de comprar tecnologia. Entra em cena um mix de conceitos gomo web 2.0, SaaS (Software as a Service) e virtualização.

Um exemplo mostra mais do que qualquer definição a essência da computação em nuvem: o Gmail, do Google. Você não tem idéia de onde estão suas mensagens, mas acessa quando (e de onde) quiser. As fotos das férias na Praia do Sancho, em Fernando de Noronha, que estão no Flickr? Idem.

Um estudo do Merril Lynch avalia em 160 bilhões de dólares o mercado mundial de computação em nuvem em 2011. Desse total, 95 bilhões de dólares serão para aplicações e 65 bilhões de dólares para publicidade nos serviços da nuvem. Confira, a seguir, como as empresas estão se moldando à nuvem.

Os data Centers do Google

Um exército de servidores espalhados por 40 data centers ao redor do mundo move os serviços do Google para usuários de todos os continentes. Cerca de 90% das aplicações da empresa rodam sob arquitetura em nuvem. Tudo isso sob a égide do código aberto estima-se que o Google seja a maior empresa baseada em open source no planeta. “0 elemento fundamental na arquitetura de computação em nuvem é o browser. No Google, tudo acontece por meio dele”, diz José Nilo Martins, gerente da divisão Google Enterprise no Brasil.

Não é por acaso que o conceito de computação em nuvem esteja na essência do negócio do Google. A empresa mantém uma estrutura gigante para suportar milhões de acessos simultâneos com um tempo máximo de resposta de cerca de meio segundo. “A computação em nuvem nos permite liderar o segmento em que participamos e nos ajudará a superar os tradicionais modelos de negócios e serviços”, afirma Martins.

Para ilustrar a importância da nuvem para o Google, Martins cita o e-mail pago para empresas, incorporado ao Google Apps, que oferece 25 GB para cada caixa postal. “Isso é possível porque o Google administra um pool imenso de discos e, de maneira racional, vai alocando capacidade à medida que os usuários precisam”, diz ele. Martins acredita que qualquer empresa pode ser beneficiada pela computação em nuvem. “As PMES têm mais sede por esse modelo”.

Entre as vantagens de rodar aplicações no servidor do Google está a capacidade de absorver imediatamente qualquer aumento de demanda, com muito mais agilidade e menor custo que o modelo tradicional. A empresa oferece APIs-padrão para que aplicações acessem seus serviços web, não importa em qual computador elas rodem.

“Nunca vamos encarar a oportunidade que temos com a computação de nuvem para reproduzir modelos de relacionamento que se aproximam de monopólio”, afirma.

Recentemente, o Google anunciou o App Engine, ainda em fase de pré-release. Ele permite o desenvolvimento de aplicativos na linguagem Python para serem rodados na nuvem do próprio Google. “Não temos o que perder, a computação em nuvem está indissoluvelmente ligada às nossas competências. É uma coisa que a gente sabe fazer muito bem, até por necessidade do nosso negócio”, diz.

A simbiose do Yahoo!

Por serem grandes consumidoras de poder de processamento E armazenamento, as empresas de internet montaram suas infra-estruturas de computação em nuvem. Mas uma hora elas perceberam que poderiam transformar um item de altíssimas despesas em outra fonte de receita. É exatamente o que fazem Amazon, Google e Yahoo!, cada um com a própria estratégia.

Fábio Boucinhas, diretor de produtos do Yahoo! Brasil, diz ser evidente a simbiose entre a computação em nuvem e a web 2.0 “Isso é perceptível em sites de vídeo, fotos, multimidia. A tendência é cada vez mais um conceito se confundir com outro” diz. Boucinhas atribui ao código livre um forte elemento de impulso para a nuvem. “Quem já usa o OpenOffice ou qualquer ferramenta do Linux gratuita ficará mais propenso a migrar.”

Recentemente, o Yahoo! anunciou um serviço de e-mail destinado apenas ao segmento educacional, herdado de uma aquisição feita no ano passado, o Zimbra, disponível para universidades de qualquer país. Nos Estados unidos, o serviço Zimbra Collaboration Suíte custa 2 dólares por caixa postal. “É uma solução èlctiennamente escalável e simples, hospedada nos servidores do Yahoo! espalhados pelo mundo”, diz Boucinhas.

Neste ano, o Yahoo! decidiu participar também das pesquisas de hardware de nuvem, e assinou parcerias com Intel e HP para a criação de laboratórios sobre o tema. “Queremos promover a colaboração entre indústria, universidades e governos”, diz Luis Sena, gerente de marketing do grupo de soluções de tecnologia da HP Brasil. Um ambiente composto de seis data centers distribuídos pelo planeta permitirá o desenvolvimento e testes das aplicações em nuvem. “Ainda no fim deste ano, o projeto estará operacional”, diz ele.

A HP não apenas fornece infra-estrutura para a criação de nuvem como usa o modelo internamente e já está em fase de consolidação de data centers — de 85, agora são apenas três, com muita virtualização.”Hoje, todas as nossas aplicações, de finanças até recursos humanos, são acessadas via portal, por meio de uma intranet mundial.”

A Amazon vende a nuvem

Um novo item se juntou aos livros, monitores e perfumes vendidos nas prateleiras online da Amazon: os serviços em nuvem. Há dois anos, a Amazon aluga parte de seus servidores e armazenamento para outras empresas. A façanha só foi possível porque a pontocom, nascida em 1995, construiu uma tremenda infra-estrutura de computação em nuvem. Graças a esse ambiente, a Amazon atua hoje em um nicho que não fazia parte de seu negócio original, e que recentemente ganhou um formato comercial consolidado.

A empresa transformou-se em vendedora de serviços de utility computing pela nuvem — os chamados Amazon Web Services (AWS). As estrelas do portfólio são o serviço de armazenamento S3 (Simple Storage Service), a capacidade de processamento EC2 (Elastic Computing Cloud) e o SQS (Simple Queue Service). Os programadores também são contemplados com uma plataforma para a construção de aplicativos de negócios, que já possui 370 mil programadores cadastrados. “Quando entramos no negócio, imaginamos que atrairíamos as pequenas empresas. Mas começamos a atrair as grandes corporações”, diz Kay Kinton, porta-voz da Amazon. 0 jornal The New York Times, por exemplo, usa o serviço S3, com volume ilimitado de armazenamento, e oferece a seus leitores o serviço TimesMachine. São reproduções digitalizadas em formato PDF de páginas inteiras das edições publicadas de 1851 a 1922, organizadas cronologicamente. 0 S3 é oferecido na Europa e nos Estados Unidos — onde se cobra 15 centavos de dólar por GB armazenado e 10 centavos por GB transferido.

IBM sob demanda

Se o surgimento da nuvem causou um choque cultural em empresas e internautas, o mesmo aconteceu com os próprios atores da nova onda. A IBM, que liderou a indústria de tecnologia por décadas até o surgimento dos fenômenos do PC e da internet, mudou seu foco da venda de computadores e mainframes para os serviços. E entrou na nuvem, com uma iniciativa batizada de Blue Cloud.

A Big Blue montou 13 centros globais de competência em computação em nuvem, um deles no Brasil, e juntou forças com o Google para formar programadores especializados nas universidades americanas. Na visão da IBM, a computação em nuvem é TI oferecida como serviço, com hardware e software. Para isso acontecer, é necessário um ambiente profundamente escalável e de alto desempenho, afirma Cezar Taurion, gerente de novas tecnologias aplicadas da IBM Brasil. “Ele permite aumentar a capacidade computacional, sem nenhuma perturbação do ambiente”, diz. Ou seja, quando a carga de trabalho e dados aumenta, basta conectar mais um servidor à infra-estrutura que ele passa a trabalhar na tarefa em execução.

Segundo Taurion, a computação em nuvem é responsável por implementar efetivamente a computação sob demanda, uma bandeira levantada pelo mercado há cerca de cinco anos, e incrementa o conceito de grid. A evolução dos padrões abertos de computação foi essencial no processo. “Impor tecnologia proprietária e não ter arquitetura em padrão aberto dificulta o avanço”, diz Taurion. A maior parte do código do Blue Cloud é open source, como Xen e Linux.

Porém, na própria IBM, há ceticismo sobre uma aceleração significativa da demanda pela computação em nuvem no Brasil nos próximos anos. “Até a tecnologia e o conceito se firmarem, vemos ainda uns cinco anos pela frente”, diz Taurion. Ele cita um estudo da IDC, que aponta a intenção de 30% das mil maiores empresas americanas de trabalhar com infra-estrutura de nuvem em 2012. Até lá, os gastos do mercado com serviços de nuvem atingirão 42 bilhões de dólares, representando 25% de todos os gastos em TI, segundo as contas da IDC.

“Toda essa imensa flexibilidade inerente ao conceito de nuvem será realidade em alguns anos. Vejo a infra-estrutura como algo que se tornará similar à energia elétrica. Quando ligo algo na tomada, não me importa saber de onde ela vem”, diz Taurion. A tendência nas grandes empresas será usar dinamicamente infra-estrutura própria apenas para operações em que precisa ter o controle, e jogar o restante das tarefas para a nuvem. “A empresa pode utilizar seu data center em uma visão de nuvem, usando o Blue Cloud, o e-mail do Google, o CRM da Salesforce e terabytes de backup na Amazon.”

Dell monta a nuvem da microsoft

Para Michael Dell, presidente e fundador da Dell, a computação em nuvem é uma tendência irreversível, puxada por um universo digital em plena expansão. Ele argumenta que é tempo de observar as principais ineficiências da TI, reduzir custos e agarrar oportunidades de aumento de produtividade promovidas por modelos como iSCSI storage, virtualização e SaaS.

“Esse universo representará 1.8 zettabytes em 2011, ou 450 bilhões de DVDs. Um bilhão de laptops serão vendidos nos próximos cinco anos, e a Tl aumentará em 76% seu consumo de energia em 2010″, diz. Para o futuro, Michael Dell vê um cenário em que clientes podem rodar suas aplicações tanto internamente quanto na nuvem. Desde que seja em um servidor Dell, claro.

É justamente da empresa dele toda a infra-estrutura de servidores e sistemas de armazenamento que vai rodar a plataforma Azure, a principal estratégia da Microsoft na computação em nuvem. A Dell investe na virtualização de 9 mil de seus servidores internos — economizando 52 milhões de dólares. A fabricante também usa o CRM em nuvem da Salesforce para gerenciar o relacionamento com 10 mil clientes e integrar cerca de 20 mil membros de sua força global de vendas, além de centenas de parceiros de canais de vendas.

Serviços em reinvenção

A computação em nuvem também afeta, é claro, o dia-a-dia das empresas que vivem de serviços de tecnologia. “Se máquinas e aplicações vão sair da empresa, isso certamente vai mudar nosso negócio”, diz Silvio Passos, vice-presidente de serviços da Stefanini IT Solutions. “Isso não significa que a prestação dos nossos serviços irá acabar. Só que, em muitos casos, não entregaremos serviços para o usuário final e sim para a empresa que oferece a computação em nuvem.”

Mauro Muratório Not, principal executivo do Grupo TBA, aponta uma mudança dramática no universo da TI. “Empresas como Oracle e Microsoft, cujo modelo de negócio predomina no mercado, serão forçadas a migrar para o novo modelo. Ainda mais com a expressiva participação do SMB nas vendas da Microsoft”, diz Muratório, que já presidiu a empresa no Brasil.

Passos concorda com Muratório. “Oracle e SAP já oferecem produtos com opções de ser rodados na nuvem ou na forma tradicional”, diz . Para ele, todas as aplicações mais padronizáveis, como CRM e mesmo ERP, tendem a ir rapidamente para a nuvem. O ritmo de adoção da computação em nuvem será gradual e influenciada por variáveis que podem tanto acelerar quanto dificultar seu avanço. “Um fator é o grau de criticidade dos dados envolvidos. Por exemplo, as informações de conta corrente de um banco dificilmente migrarão.”

Para Muratório, embora corporações já experimentem o conceito internamente ou terceirizam atividades não-essenciais para o negócio, são as pequenas e médias empresas que farão a computação em nuvem se tornar uma realidade de mercado. Mas, embora a oferta de serviços em nuvem esteja disponível e com preços atraentes, Muratório diz não ver um movimento das PMEs clamando por ela. “Ou elas estão acomodadas no licenciamento de software, ou estão pirateando”, afirma.

A TBA de Muratório ainda não ingressou na computação em nuvem, mas o modelo está no radar. “Investiremos tremendamente nisso nos próximos dois ou três anos. Entraremos forte no mercado de SMB, começando pela oferta da nota fiscal eletrônica (NF-e), que já oferecemos como utility computing.”

CRM na nuvem

A Stefanini não entrou diretamente na oferta de computação em nuvem, mas desde outubro é parceira de uma das gigantes globais da nova onda, a Salesforce. Além de vender os serviços de CRM, a Stefanini dará consultoria para estabelecer a comunicação entre os sistemas de gestão e CRM dos clientes com os aplicativos da Salesforce.

A dispensa da replicação de ambientes de TI ou o uso das instalações do cliente, diz Passos, reduz esforços e custos em infra-estruturas de hardware e software. “A nuvem permite o compartilhamento de recursos, o que barateia os serviços. Mas isso quem decide é o fornecedor.’

Para Passos, a nuvem já é um modelo vencedor. “Isso tem muita lógica. Muitas corporações com data centers espalhados pelo mundo já o aplicam internamente”, diz. E a insegurança que a internet ainda gera nas pessoas? Passos não considera isso uma barreira. “É claro que há e sempre haverá vulnerabilidades na internet, como há dentro de casa”, diz. “0 que está por trás disso é a necessidade da posse, que é cultural. Isso leva a um sentimento de controle e segurança que

muitas vezes não corresponde à realidade.”

0 fim dos servidores ociosos?

Nos data centers, a abordagem comercial e o produto oferecido podem facilitar a venda do conceito de computação em nuvem. A Locaweb, por exemplo, anunciou em setembro um serviço de servidores que atraiu empresas interessadas na redução de custos de até 60% em comparação com uma solução dedicada, com o mesmo poder de processamento. “Não há mágica. 0 que fazemos é alocar na nuvem apenas os recursos efetivamente em uso pelo cliente. Essa é a diferença fundamental em relação a um servidor dedicado, que continua consumindo energia e espaço mesmo quando está ocioso”, diz Gilberto Mautner, presidente da Locaweb.

Já há cerca de 300 servidores em nuvem contratados por empresas de vários portes. Conforme a configuração, o serviço sai a partir de 149 reais mensais, contra no mínimo 600 reais mensais de soluções dedicadas similares, segundo a Locaweb. 0 cliente mantém o poder de administrar sua :, máquina e instalar o software que quiser. “Ele tem a mesma autonomia que teria com uma máquina dedicada, pode aumentar rapidamente o seu parque e contratar servidores por períodos curtíssimos”, diz Mautner.

As empresas escapam da exigência de contratos com prazo mínimo de 12 anos, praxe no uso de servidores de data centers, e do super ou subdimensionamento de servidores. “0 empresário não sabe quanto vai colocar de memória, de processador etc. 56 sabe que o contrato é de 12 a 24 meses, tempo em que ele ficará comprometido com uma configuração que não sabe se é exagerada ou se suportará as demandas e o crescimento do negócio.”

0 cliente do serviço de servidor em nuvem pode mudar a configuração da máquina a qualquer momento pela web. “Não há mais perigo do servidor quebrar. Tudo roda em uma nuvem de computadores que se autoconserta. 0 cliente é transferido de um servidor para outro sem perceber”, diz o Mautner. Ele afirma que o nível de serviço na nuvem é de 99,9%. “Melhor do que no servidor dedicado.”

E-mails híbridos

Na empresa de data center Diveo, vários clientes compraram serviços em nuvem baseados no Microsoft Exchange. Um deles é a agência de publicidade Calia Comunicações, que tem 50 funcionários que usam o serviço Diveo Exchange, no modelo SaaS. A agência usa o conceito de forma híbrida. 0 usuário possui instalado em sua máquina o Outlook, mas a infra-estrutura de hardware e software fica na Diveo, que oferece anti-spam, antivirus e backup, atividades que não eram devidamente controladas pela equipe reduzida da agência. “Aumentamos a segurança e reduzimos a vulnerabilidade”, diz Dennis Henríquez, gerente de TI da Calia.

A migração para o Exchange gerou benefícios imediatos. “Ganhamos espaço com a desativação de um servidor dedicada e defasado e liberamos pessoal para dar suporte e apoio a outras atividades”, diz Henríquez. A agência passou a usar um link mais poderoso, melhorando sensivelmente o tempo de troca de fotos. Os funcionários se sentem mais seguros quando os arquivos pesados chegam ao seu destino e estão guardados em backup. A Calia ainda mantém três servidores, mas não por muito tempo. “Vamos jogar dois na nuvem. Ficaremos apenas com o de internet, por questões de estratégia”, diz Henríquez.

Segundo Marco Américo D. Antônio, vice-presidente executivo da Diveo, o sucesso de oferta em nuvem foi imediato. “Vamos virar 2008 com mais de 100 clientes e mais de 50 mil usuários finais provisionados. A meta agora é lançar mais três produtos, entre os quais o CRM da Microsoft”, diz. A surpresa foi a diversidade de usuários que adotaram a solução. “No começo, achávamos que atrairia apenas PMEs, mas fomos procurados por grandes e médias empresas também”, diz Antônio.

Outro data center que entrou no jogo é a DHC Outsourcing, que oferece serviçó de virtualização e já tem cinco clientes de médio e grande porte usando computação em nuvem, em uma infra-estrutura híbrida. A empresa acredita que até o fim de 2009 cerca de 30% de sua base de clientes migrará para os serviços. “Os custos com infra-estrutura, incluindo energia elétrica, caem em média 50%”, diz Alexandre Cadaval, diretor de produtos e engenharia da DHC. Ele vê a computação em nuvem como uma utility computing estendida, com o apelo comercial da segurança e da garantia do tempo de entrega.

Fonte: Info Exame