Hospedagem Corporativa
1 junho 2010
O segmento de hospedagem corporativa vive atualmente um bom momento no mercado brasileiro. Em muitos casos, principalmente quando se trata de aplicações novas, outras alternativas nem mais são sequer cogitadas mesmo no caso de empresas que têm centros de processamento de dados próprios.
O estigma que existia no setor, de que era uma alternativa pouco segura, também foi exorcizado ao longo dos anos. Muitas empresas estão usando a opção cada vez mais para hospedar aplicativos de missão crítica como sistemas de gestão, conta corrente, faturamento (billing), entre outros.
Depois de um longo jejum, o setor também voltou a receber investimento de peso em instalações físicas. Não só de investidores brasileiros, como o grupo mineiro Asamar. Mas também de grandes multinacionais do ramo de tecnologia que antes nem cogitavam em desenvolver este tipo de atividade, como no caso da Dell Computers e da Microsoft.
A oferta de ambientes de tecnologia com altos níveis de serviços (SLA) para grandes empresas tipicamente constitui, porém, reduto de empresas que têm por trás grupos econômicos fortes. Um dos motivos é que a atividade exige investimentos permanentes, uma vez que a demanda cresce de forma muito rápida.
O perfil de empresas que atualmente marcam presença no setor no mercado brasileiro reflete esta realidade. Do grupo fazem parte provedores de serviços tradicionais (Atos Origin, HP, IBM e T-Systems), operadoras de serviços de telecomunicações(Oi e Telefônica) e a Tivit, do grupo Votorantim.
Mas há uma exceção no mercado brasileiro, que é a DHC Outsourcing. Criada a partir do zero para explorar esta atividade, atualmente a empresa faz parte do Grupo UOL, sendo braço de outsourcing de TI para o mercado corporativo.
Quando se trata de avaliar opções para a contratação de serviços de hospedagem para ambientes corporativos de tecnologia com altos níveis de serviços (SLA) no mercado brasileiro, um nome agora quase sempre lembrado é o da DHC Outsourcing, de São Paulo.
Não é preciso muito esforço de imaginação para descobrir os motivos. Sua base atual de mais de uma centena de clientes só inclui empresas de primeira linha. Outro dado importante é que taxas de crescimento de dois dígitos se tornaram rotina na trajetória da empresa.
A DHC Outsourcing está também classificada no mercado brasileiro entre as melhores e mais experientes em hospedagem de sistemas SAP, portais de comércio eletrônico e é referência em pontos de presença de operadoras de telecomunicações (atualmente são mais de 15). Hoje, a empresa integra o Grupo UOL, sendo responsável pelo braço de outsourcing de TI para o mercado corporativo.
O que aconteceu tem a ver com uma estratégia muito pragmática, explica Dario Boralli, que fundou a empresa há mais de 10 anos e continua no comando da operação como presidente.
Antes, ocupou cargos executivos em grandes multinacionais como IBM e Sun Microsystems, de onde saiu para desenvolver um projeto próprio. A atividade escolhida foi a de Internet Data Center.
A crise sem precedentes que logo depois atingiu este setor e ficou conhecida como a bolha da internet levou a grande maioria das empresas que o exploravam à bancarrota. A DHC conseguiu, porém, dar a volta por cima por força de uma estratégia muito bem sucedida. Seu foco principal (suportar atividades na área de comércio eletrônico) foi mantido. Mas orientado para empresas de grande porte em segmentos estratégicos.
Outro detalhe é que Boralli acreditou firmemente numa regra que aprendeu nas multinacionais por onde passou. A de se preocupar de forma quase obsessiva com a qualidade do atendimento aos clientes, o que passa, necessariamente, por uma equipe de colaboradores qualificada e também motivada.
Mesmo assim se impressionava muito quando os clientes perguntavam qual o grupo econômico que estava por trás da DHC. O que, sob uma ótica empresarial fria, era uma preocupação mais do que legítima. “Afinal, estamos falando de uma atividade cada vez mais crítica para o negócio de uma organização”, diz Boralli.
A saúde financeira da empresa atraiu fundos de investimentos em sua trajetória e, por fim, contribuiu para o processo de aquisição do Grupo UOL, que buscou no mercado excelência nos serviços para enriquecer suas ofertas ao mercado corporativo.
Com um posicionamento diferenciado no mercado, a empresa hoje responde pelo outsourcing de TI do Grupo, levando a já conhecida excelência em qualidade à sua base de clientes em todo o Brasil, entre os quais estão os principais players das mais diferentes indústrias nacionais.

Fonte: Série Estudos Telecomunicações – 2010
