Atualmente, muitas organizações reconsideram sua abordagem em sourcing. De um lado estão em jogo contratos que expiram ou com baixo desempenho, de outro a falta de capital causa prejuízos financeiros na maioria das empresas.
Isso resulta em uma análise do outsourcing em TI: deveríamos nos focar menos na inovação e mais na redução de custos?
Ou talvez voltar ao insourcing: haveria retorno concreto sem certos serviços, ou estes poderiam ser feitos de forma diferente?
Seria essa a hora de enxergar oportunidades e incrementar a estratégia de crescimento?
Uma transparente e atualizada estratégia de sourcing é de importância vital, especialmente por direcionar questões desse tipo.

Idealmente, a estratégia de sourcing é uma política concisa e amplamente assistida internamente. O documento inclui escolhas estratégicas por escrito. A seguir, discutiremos os principais requisitos que fazem parte do desenvolvimento e manutenção dessa estratégia.

Estabelecimento de decisão assistida

É importante que o desenvolvimento da estratégia não seja um exercício de escritório. A gerência executiva precisa estar envolvida e deixar claro para a organização que auxilia a estratégia de sourcing. Outros stakeholders também precisam estar presentes no desenvolvimento e aceitar expressamente as responsabilidades que resultarão na nova estratégia. A realização da estratégia de sourcing é um processo que tanto os negócios como o gerenciamento de TI participam ativamente. Decisões precisam ser tomadas coletivamente e ambos os departamentos precisam apoiar a visão, dando início a pontos e objetivos.

É uma boa idéia limitar o tempo do processo: o mundo lá fora não para e não espera uma nova estratégia ser criada e implantada, além disso, o foco pode ser perdido no meio do caminho. E o mais importante: não há sentido em desenvolver uma estratégia de sourcing, quando sua necessidade não é compreendida.

Documento de Comunicação

Quando os resultados do exercício não conseguem ser mostrados em apenas alguns slides, não se consegue chegar ao “x” da questão, o que é comum. Dica: é possível explicar a estratégia de sourcing e suas implicações em uma apresentação de cerca de cinco slides para a diretoria, pois uma boa estratégia pode ser compreendida por qualquer stakeholder. Inclusive, todos devem ter a chance de fazer o link entre estratégia, tática e execução.

Mecanismo de Controle

A estratégia de sourcing promove uma estrutura em que escolhas são feitas em níveis estratégicos, táticos e operacionais. Deve considerar o levantamento e controle interno da organização, os objetivos e formas de sourcing, o número e tipo de provedores, além de aspectos de recursos humanos, legais e financeiros. Precisa incluir regras, que conciliem a colaboração entre negócios e TI. Inclusive, a estratégia deve ser formulada de uma maneira que seja possível retrocedê-la se necessário.

Avaliação anual

Criar uma estratégia de sourcing é um exercício único. Em tese precisa passar por uma avaliação anual, pois o contexto econômico no qual os consumidores e fornecedores operam é sujeito a mudança contínua.

Não é apenas o mercado que muda, as empresas mudam: As metas da organização continuam as mesmas de um ano atrás? A estratégia atual ainda é a certa? A organização deve dar um passo adiante no outsourcing? Em todos esses questionamentos, uma estratégia atualizada mantém o controle.

Alguns exemplos

Três exemplos a seguir ilustram como uma estratégia de sourcing pode ser afetada e como se deve reagir diante disso.

Um provedor de energia terceirizou toda a sua provisão de serviço de infraestrutura para apenas um provedor:

A primeira geração de contrato de outsourcing inclui preços por unidade. No entanto, nos últimos anos houve uma discussão considerável sobre o pagamento de atividades de infraestrutura maior: serviços de middleware e banco de dados. Essa discussão é continuamente estabelecida devido à desvantagem do provedor de energia no contrato, que contém limitações legais. Isso mostra que antes de tomar essa decisão é melhor definir as partes, que em um novo contrato poderão procurar por um novo provedor de serviço de infraestrutura sem sistema operacional. Com isso, a instalação deste sistema, banco de dados, middleware e sua manutenção correspondente são opcionais.

Inclusive, será questionado se os provedores de serviço oferecem a mesma opção, de modo a criar dinâmicas saudáveis de mercado no relacionamento. É claro que essa alocação e o modelo provedor afetarão a forma que o provedor de energia necessita para governar a provisão de serviço e seus provedores.

Uma instituição do governo está em meio a uma inovação fundamental em sua provisão de informação, assim como na tecnologia que a acompanha:

Dado o tamanho e a complexidade do problema, pode não ser fácil buscar especificações acuradas. As ordens governamentais muito complexas e por isso o outsourcer não está apto para determinar as especificações do trabalho em andamento, mas apenas dialogar com os empresários. O outsourcer dialoga após a seleção de empresários que tomam dianteira. Dessa forma, o processo pode ser terceirizado de forma eficiente.

Com uma estrutura completa de outsourcing no departamento de TI, uma instituição bancária descobriu ao consultar sua estratégia de sourcing que o gerenciamento de risco pode ser melhor aproveitado da seguinte maneira: ao invés de os riscos comuns serem definidos no início, deve ser levantado um inventário de riscos, que deve ser atualizado e controlado durante toda a estratégia de outsourcing.

Enquanto o banco decidiu não realizar o outsourcing nos estágios iniciais, tornou-se claro durante o processo que a decisão poderia trazer riscos. Como a organização interna de TI não estava acostumada a trabalhar de maneira orientada, poderia ficar para trás. Também poderia ser inadequado incidir entre a TI interna e externa, tendo em vista a diferença de maturidade entre ambas, o que poderia afetar os resultados do outsourcing como um todo de forma negativa. Dessa forma, o emprego concreto e a decisão na estratégia de sourcing geraram resultados mais claros.

Cosiderações finais

Os três casos acima ilustram claramente que as escolhas feitas durante o levantamento da estratégia de sourcing pode ter consequências de longo alcance. O inverso também se aplica: quem não tem a estratégia será regularmente surpreendido e terá dificuldade de controle principalmente nos dias de hoje, quando decisões frequentemente precisam ser tomadas sob grande pressão. Por esta razão, a estratégia precisa ser pensada com uniformidade durante todo o processo. Formular a estratégia é uma coisa, porém sua execução consistente é outra. Só faz sentido defini-la quando a empresa está realmente preparada para aceitar consequências, como:

- Investimento em treinamento de equipe;
- Transformações na provisão do serviço de TI;
- Mudança organizacional com objetivo de permitir maior governança;
- Se necessário, desfazer-se de unidades de negócios e de equipes relacionadas.

Dessa forma, a estratégia de sourcing não se torna um enfeite, mas o início de uma trajetória de sucesso.

Fonte: DecisionReport

Tags: , ,

“Nos próximos anos, graças às perspectivas de crescimento interno e de investimentos externos, assistiremos à expansão ainda maior da terceirização de TI no Brasil. Consequentemente, os clientes serão cada vez mais exigentes e o aumento na demanda por fornecedores com capacidade para assumir os maiores níveis de exigência do mercado, com qualidade de serviço em infraestrutura, agilidade e margem de erro aproximada de zero será cada vez maior.” A previsão é de Nelson Wilson, sócio da everis responsável pela área de Outsourcing no Brasil.

De acordo com o executivo, está por vir um movimento ainda mais sofisticado no que diz respeito ao outsourcing. A combinação de itens como infraestrutura e sistemas, redução de custos, eficiência operacional, economia de escala e melhora contínua da disponibilidade de desempenho serão considerados os grandes agentes beneficiadores desse cenário.

No Brasil, segundo dados de mercado, os investimentos em TI deverão crescer a uma média anual de 6,9% até 2013, o que significa uma injeção de US$ 16,5 bilhões no País somente em 2010. Para a o especialista, tecnologias como Cloud Computing, Open Source, Gestão de Storage, Gestão Integrada de Redes e Soluções de Virtualização devem crescer acima da média nos próximos quatro anos.

“Atualmente o negócio da terceirização tornou-se tema estratégico”, diz o executivo da everis. “As áreas de TI, além da sua evolução tecnológica, estão direcionadas para gestão e governança dos processos e da sua terceirização”, afirma Nelson, para quem a empresa que propõe uma solução de outsourcing tem de levar em conta a questão do interesse do cliente, pois migrar ou não para a terceirização, e com que extensão, é uma decisão fundamental para o futuro de qualquer empresa.

Uma das grandes inovações da everis para esse setor é o modelo de gestão com foco no relacionamento com os clientes. A consultoria, que não presta serviço por meio da alocação de mão de obra (body shoping) e sim com foco no serviço de valor agregado, baseado em resultados claros de eficiência e qualidade, já gerou resultados de 35% a 40% na redução de custos operacionais no orçamento para seus clientes.

Por fim, o objetivo da área de TI é atuar como fonte de inteligência e colocar nas mãos de especialistas a segurança, a manutenção e a operação da plataforma tecnológica. “Terceirizar responsabilidades que não fazem parte diretamente do core business – atividades de infraestrutura (armazenamento de dados, gerenciamento de redes e equipamentos, data center, entre outras), sistemas (desenvolvimento, manutenção e modernização) e processos de negócio são ferramentas que têm por objetivo fazer com que o foco das organizações seja o negócio em si e, consequentemente, melhores resultados”, finaliza Nelson Wilson, sócio da everis responsável pela área de Outsourcing no Brasil.

Fonte: Corpbusiness

Tags: , , , , ,

Atendimento mais rápido aos cerca de 40 mil produtores rurais que fornecem matéria-prima para a companhia. Este foi um dos ganhos obtidos com a revisão dos sistemas de compras da Souza Cruz, fabricante de cigarros brasileira que teve receita líquida de 5,7 bilhões de reais em 2009. Para isso, a empresa investiu cerca de 800 mil reais em um projeto que ajudou a melhorar a performance do ambiente, especialmente durante o pico da safra do fumo quando o sistema costumava ficar lento.

O problema era gerado por problemas de gargalo nos ambientes de hardware e de software que integram os produtores rurais, os quais não estavam dimensionados para funcionar de acordo com a sazonalidade do negócio. Assim, durante os meses de fevereiro e agosto, quando aumentam as transações de compra da folha de fumo, havia uma maior incidência de lentidão no sistema, relata o gerente de TI da Souza Cruz, Vladimir Rodrigues.

Assim que terminou a safra do ano passado, a companhia contratou a Tech4B, empresa especializada em suporte ao ciclo de vida de softwares e sistemas, para fazer um diagnóstico dessa infraestrutura. “Constatamos que a lentidão acontecia porque estávamos usando mal nossos equipamentos e sistemas”, conta o executivo.

Foi feita uma parametrização do banco de dados e ajustes nos sistemas, os quais se comunicam também com o ERP (software de gestão empresarial) corporativo. Segundo Rodrigues, na época da safra de fumo, cerca de 2 mil sistemas ficavam sobrecarregados.

Após os ajustes, o executivo afirma que houve um ganho de performance e a empresa passou a monitorar o funcionamento das aplicações. Com a melhoria da gestão e controles, o tempo que o produtor leva para se conectar à Souza Cruz passou de 3 minutos para 3 segundos. Outro benefício foi com o processamento da nota fiscal eletrônica de forma mais rápida.

Ainda como vantagem, Rodrigues cita que o tempo para rodar todo o sistema de compras da produção de fumo passou a ser de 7 horas. Antes, o mesmo procedimento levava cerca de 40 horas.

Fonte: Computerworld

Tags: , , , , , ,

Empresas como a Locaweb, que tem dois data centers no Brasil, ou gigantes do segmento de tecnologia, como a norte-americana Dell, não descartam repetir o segredo da concorrência e implantar servidor de armazenamento para crescer em terras brasileiras, com a oferta de virtualização e armazenamento de dados, o chamado cloud computing (computação em nuvem). “Se precisar vamos ter [um data center], mesmo assim não é uma coisa imediata”, afirmou o diretor-geral da Dell Brasil, Raymundo Peixoto.

Caso a corporação instale os equipamentos no Brasil, terá maior penetração na oferta ao setor bancário, que vem pleiteando dos fornecedores de tecnologia medidas semelhantes para armazenar seus dados em servidores dentro do País. Com o crescimento internacional do mercado de tecnologia em ritmo chinês, e animadas com o desempenho econômico brasileiro em 2010, essas empresas colocam o País na rota dos lançamentos de hardware para servidores e data centers nos próximos anos. As companhias também não descartam outros investimentos em soluções para tecnologia da informação (TI) para atender pequenas e médias empresas, segmento que representa mais da metade das companhias do País.

De acordo com a Dell, um dos principais nichos de atuação nos próximos anos deverá ser o de desenvolvimento de soluções para a criação de ambientes de computação em nuvem, em que os arquivos são virtualizados e armazenados em servidores dentro ou fora da empresa. Hoje, a companhia utiliza servidores fora do País para atender à demanda brasileira, segundo Peixoto. “Vemos que esse mercado é o que mais cresce no Brasil, por isso queremos consolidar o portfólio focado neles”, disse o executivo.

Desde o ano passado a empresa tem buscado aquisições, para fortalecer sua estratégia de crescer na oferta de serviços de TI e ganhar fôlego para brigar com HP e Cisco. “Das dez empresas incorporadas por nós no mundo, pelo menos quatro foram neste segmento”, disse Raymundo Peixoto.
Outra aposta da empresa são os lançamentos de hardware (equipamentos de informática), como servidores de menor consumo de energia e otimização de espaço. Semana passada, a Dell lançou no Brasil três novos modelos da linha PowerEdge C e promete brigar pelas vendas com soluções integradas. “O consumo de dados [informações] será muito grande no mercado brasileiro, com o crescimento econômico.”

A Locaweb, empresa especializada em tecnologia de outsourcing (terceirização), implantou dois data centers no Brasil. “Isso nos ajuda muito porque dá mais segurança aos clientes”, diz o gerente de Outsourcing da companhia, Fernando Zangrande. “Nos dá ganho de eficiência, porque podemos dar suporte mais próximo com procedimentos locais.”

Para o gerente de Outsourcing, investir na terceirização dos servidores é também um fator de competitividade tecnológica das empresas, especialmente as de porte pequeno ou médio. “Elas geralmente procuram custo menor, por isso facilita”, disse Zangrande.

Nos próximos anos, a empresa acredita que o cloud computing deve levar a receita de R$ 131 milhões em 2009 às alturas, com crescimento superior aos 30% registrados no ano passado previsto para 2010. “Temos de levar em consideração que estávamos saindo da crise e, agora, estamos com a economia em alta.”

Mercado

Para Estanislao Tejeda Martinez, sócio global de Outsourcing e TI da consultoria multinacional Everis, as empresas brasileiras estão mais receptivas a conhecer novas tecnologias e tendências do segmento e, de certa forma o Brasil já adota uma cultura de uso de TI próximo ao europeu. “A gente pode entender isso pelo crescimento que esse mercado está apresentando.”

O especialista acredita que a solução de armazenamento em nuvem deve crescer acima de 10% este ano. “É algo extremamente importante porque dá eficiência às empresas”, disse ele, sobre o aumento do interesse das empresas em guardar arquivos em servidores terceirizados.
De acordo com o especialista, o crescimento de setores como e-commerce (comércio eletrônico) servirão de motor para o crescimento da demanda por virtualização de arquivos e armazenamento de informações feito via outsourcing. “Acredito que está entre as tecnologias que mais vão crescer no mundo”, afirma.

A opinião dele é confirmada por Fernando Zangrande, que vê nos clientes de comércio eletrônico um dos maiores consumidores dos sistemas de computação em nuvem e outsourcing. “A procura é grande por parte de clientes de comércio eletrônico que buscam, além da hospedagem, os serviços de meios de pagamento”. Nos próximos sete anos a empresa investirá R$ 111 milhões para melhorar a infraestrutura desses serviços.

Empresas de tecnologia miram novos investimentos no Brasil. A Dell, por exemplo, não descarta a instalação de um data center, no País, para oferecer computação em nuvem.

Fonte: DCI

Tags: , , , , ,

Mesmo com a crise econômica mundial em 2009 o mercado brasileiro de serviços de Call Center registrou crescimento de 16,7% em comparação ao ano anterior chegando à marca de R$ 7,8 bilhões. O estudo Call Center Services no Brasil foi realizado pela consultoria IDC.

O setor durante a crise passou por momentos de instabilidade e ajustes. Houve consolidação e reestruturação nas empresas e os investimentos em capital humano foram priorizados.

Segundo o estudo, em 2009 o número de PAs (Posições de Atendimento) próprias instaladas no Brasil cresceu 10%, atingindo 153,8 mil posições. Essa expansão reflete dois movimentos: crescimento da demanda por serviços de terceirização de Call Center, principalmente em crédito e cobrança, retenção e serviços de back-office relacionados à BPO (Business Process Outsourcing) e aumento da oferta de serviços de BPO.

“O crescimento de PAs próprias só não foi maior em 2009 porque houve, neste período, um forte aumento da demanda por terceirização somente de infraestrutura”, disse Célia Sarauza, gerente de consultoria e especialista em Segurança da Informação da IDC. A maior concentração de PAs está em São Paulo, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O levantamento prevê perspectivas otimistas para os próximos anos. Aos poucos, segmentos de economia vão aprofundando a interação com as operadoras que se reposicionaram e hoje já começam oferecer mais do que um serviço puro de Call Center. Para este ano, as empresas estão focadas na implantação de novas soluções tecnológicas que permitam a redução de custos, a melhoria da qualidade de mão de obra motivando os talentos com plano de carreira e remuneração diferenciada, entre outros.

Fonte: InterIT

Tags: , , , ,

« Older entries